Passos de flor
Perfume de uva
Procura o amor
Por trás dessa curva
Passos de flor
Em busca da estrada
Não sente a dor
Pois não está errada
Passos de flor
Tua voz é de mel
Me fala da cor
Que pinta no céu
Passos de flor
Com os olhos acesos
Movendo com ardor
Meus próprios desejos
Passos de flor
Caminhos de paz
Andando em torpor
Sem olhar pra trás
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Desabafo...
Escrever
Moldar-se
Forjar o que está
Dizer o que sinto
Tristeza
Nas raspas de giz
Ardoroso nariz
Sem forças
Magreza
Titubeio
É dor que solapa
É mais que fumaça
É o escárnio do meu ócio
Saudade
Um esquivo para o próprio fim
Queria tanto resolver
Dormir um pouco, talvez
Queria apenas um SIM
Para aliviar o tal fim
Para mim?
Não há
Eramos nós
E hoje?
Eramos
Preciso
Saudade ao quadrado
A dor de encontrar-se enclausurado
Ó liberdade... !?!?!?!
Doce ilusão
A solidão é amarga e viril
Imponente e cruel
Que nos faz sentir que o sentimento é mais
Bem mais
Mais que eu, reconheço
Que essas letras sem controle
Que meus dedos insistem em escrever
Saudades
Da Branca que vence o branco
Da Branca, Dona do Acalanto
Da Branca, que em tantos anos
Segue-me ensinando
Que amar pode ser errado
Se não há cultivo
A florzinha murcha
E um dia de sol
Vira dia das bruxas
Hoje vou rezar
Até chover novamente
E a florzinha branca crescer
Mostrando-me que o amor
É a própria liberdade
É o próprio crescer e viver
Moldar-se
Forjar o que está
Dizer o que sinto
Tristeza
Nas raspas de giz
Ardoroso nariz
Sem forças
Magreza
Titubeio
É dor que solapa
É mais que fumaça
É o escárnio do meu ócio
Saudade
Um esquivo para o próprio fim
Queria tanto resolver
Dormir um pouco, talvez
Queria apenas um SIM
Para aliviar o tal fim
Para mim?
Não há
Eramos nós
E hoje?
Eramos
Preciso
Saudade ao quadrado
A dor de encontrar-se enclausurado
Ó liberdade... !?!?!?!
Doce ilusão
A solidão é amarga e viril
Imponente e cruel
Que nos faz sentir que o sentimento é mais
Bem mais
Mais que eu, reconheço
Que essas letras sem controle
Que meus dedos insistem em escrever
Saudades
Da Branca que vence o branco
Da Branca, Dona do Acalanto
Da Branca, que em tantos anos
Segue-me ensinando
Que amar pode ser errado
Se não há cultivo
A florzinha murcha
E um dia de sol
Vira dia das bruxas
Hoje vou rezar
Até chover novamente
E a florzinha branca crescer
Mostrando-me que o amor
É a própria liberdade
É o próprio crescer e viver
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Claude...
Um fim
Um instante
Na hora em que me desabo
Na estrutura de cova que fiz
No dia em que me entrego
À linguagem que nunca entendi
Agora que as explicações
Que serviram pra outros
Também servem pra mim
Justamente nesse momento
Ele também morre
E só me mostra que tudo se repete
Em pequenas e grandes poções
Sempre com o mesmo extrato
Com o mesmo sumo
E a mesma essência
Estruturalismo
É o nome da doença
Que matou o meu amor
Pela falta de coragem
Que matou o Lévi-Strauss
Pela falta de idade
E a vida?
Nos foi, num fôlego de interpretação
Um instante
Na hora em que me desabo
Na estrutura de cova que fiz
No dia em que me entrego
À linguagem que nunca entendi
Agora que as explicações
Que serviram pra outros
Também servem pra mim
Justamente nesse momento
Ele também morre
E só me mostra que tudo se repete
Em pequenas e grandes poções
Sempre com o mesmo extrato
Com o mesmo sumo
E a mesma essência
Estruturalismo
É o nome da doença
Que matou o meu amor
Pela falta de coragem
Que matou o Lévi-Strauss
Pela falta de idade
E a vida?
Nos foi, num fôlego de interpretação
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Deflorar...
A alegria em mim secou
Com o ar quente da mentira
Só olhos ainda molham
Só eles vivem
Enganar-se com os sentidos
Crer que é real, sim
Quebrar o espírito
Num tombo o fogo alto
Queimando um pouco do eu
Espalhando a marca que tinha
Ela arde
Tanto que a flor deflora
E nela há um gás
Fétido como o hoje
Se meu corpo cheira mal
Estou passando por um processo
De putrefação do próprio ser
Com o ar quente da mentira
Só olhos ainda molham
Só eles vivem
Enganar-se com os sentidos
Crer que é real, sim
Quebrar o espírito
Num tombo o fogo alto
Queimando um pouco do eu
Espalhando a marca que tinha
Ela arde
Tanto que a flor deflora
E nela há um gás
Fétido como o hoje
Se meu corpo cheira mal
Estou passando por um processo
De putrefação do próprio ser
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Sal(dades)

Vida de escolher
Escolhas para quê?
Sentir aquilo que não pus na buca
Ouvir tudinho que não me disseram
Real ou mais ou menos isso
Não importa
Nem poderia
É como reclamar de tudo
Que foi bom um dia
Certezas carameladas
Juras açucaradas
Bocas lambuzadas
Cabelos engalfinhados no mel
Taí
Descobri o por quê
Falta salgar
Falta sal(dade)
Do tempo em que o sabor
Era uma conseqüência fatal
E que cada segundo longe
Sequer faria mal
E não faz
Não é mal
É normal
Como um filho que foge de casa
Se acampa na árvore
Mas sempre ao anoitecer
Pula a janela
Para em sua cama dormir
Voltar a dar sabor
Um desafio diário
De quem ainda quer salgar o que é doce
E experimentar todo dia o que já conhece
Depois disso tudo
Que tal um café?
Sem açúcar, por favor
Prefiro matar a sede de sal(dades)...
sábado, 19 de setembro de 2009
Delírio da mensagem...
É o próprio ar que te deixa voar
Não é preciso fumar
Talvez como dizer que ama as ondas
Sem saber que gosta do mar
Não é preciso fumar
Talvez como dizer que ama as ondas
Sem saber que gosta do mar
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