sexta-feira, 29 de agosto de 2008

verbo e reto...

O que você quer que eu diga?
Nada vai bastar
Você sempre vai querer palavras outras
Pra que falar?
Nem vai me ouvir
Pois parece preferir aqueles sons tão vis
Em quem confiar?
Tu sabes onde estou
Mas sempre vai caçar o medo em minha cor
Vai me amar?
Creio que sim
Mas sempre vai temer não ter final feliz
Se atreva a duvidar?
Aí seria o fim
Pois o certo que vejo é que morras por mim
Procurar o ponto?
Não te darei
Pois os versos mais lindos ainda estão por vir

solo...


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O sopro...

Pouco tempo
E em poucas linhas
Sou todo seu
Você é minha
Como um sonho
De um versinho
O qual torto se arrepia
Nesse vento de amor
Que assopra na espinha
Foi a moça que soprou

terça-feira, 29 de julho de 2008

Branca em branco...

De instante em instante
Dá um sono profundo
Como se de montante
Acabasse o mundo

De tempos em tempos
Fica um branco na alma
Como se em momentos
Dissolvesse a calma

De ritmos em ritmos
Torno-me um campo em vão
Como se nos teus signos
Passassem as casas do meu coração

De estrelas em estrelas
Vou tornando a entorpecer
Como se não mais tê-la
De não dormir, talvez morrer

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Férias...

Parece uma loucura
Então como é bom ser doido
Parar e olhar pro céu
Admirar o seu repouso
Isso sim é que são férias
Estagnar no próprio olhar
Ouvir um pássaro rugir
Sentir o galho chorar
Saber que o azul se condensa
Podendo nos difundir
São só cores
Tudo
Tão só.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O passo da moça...

Vai com esse passo pequeno
Pisa com o passo supremo
Mostra pro mundo o mistério
Dos pés que não pisam a sério
Pisa, amor
Nesse mundo que anda chutando tudo
Mostra pra ele o solado
Do salta que anda ao meu lado
Avança amor fazendo do ontem lembrete
Arrasta o chão para trás
Sofrer, prometo não mais
E o resto será só o tapete
Agora é trilha, coração
De um pouco mais de vontade
Do amor que vive em função
De um bocado de eternidade

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Dela...

Meu riso não é
Se não for por ti
Minha alegria não era
Se não foi ao teu lado
Meu corpo não é
Se tu não pegar nele
Nada importa
Se tiver você
Eu te amo
E hoje tive uma idéia
Do que é perder o chão
A vida
A força
A razão
Me agarro a você
Única maneira de viver
Em paz com amor.

Da mulher da minha vida, Talita Brito Fernandes