Confesso que fiquei bastante irritado com o sensacionalismo do programa, começando pela escolha do título do vídeo, e com a capacidade de estimular comentários higienizadores e classistas que possui o apresentador, através de uma abordagem extremamente violenta e irresponsável, transpassando, inclusive, o limite do simbólico. Todavia, não podemos deixar de comentar e analisar o que se passa nesse vídeo. Uma realidade local, capaz de envolver diversas camadas de poder. Vemos aí uma relação que não se limita à prostituição e "consumidores" (não sei um termo mais adequado). Temos uma ligação direta com tráfico de drogas, conivência e extorsão policial, dependência química e outras questões da saúde, inexistência de soluções (ou sequer de olhares) por parte do poder público, inerte atuação comunitária no sentido da passividade ao fato, a influência da mídia na formação de uma opinião de crítica atrofiada e de juízo de valor hipertrofiado, dentre outras dimensões. O que nos resta discutir de que maneiras e em que frentes podemos nos movimentar em prol de todas as vidas humanas contidas nesse ciclo além de sermos meros telespectadores? Honestamente, não sei a resposta. Contudo, não quero permanecer apenas assistindo e depois mudando de canal.
Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=oi6-sCvtjhw
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Polícia e policiais...
Quando vejo atuações como essa da PM no interior de São Paulo, reflito o quanto estamos numa contramão complexa quanto discutimos política de segurança. Não bastasse o aval do Estado, a presença truculenta da Polícia Militar também recebe a chancela dos grandes veículos de comunicação, que reproduzem alguns chavões como "invasão" ou "depedrando o patrimônio público". É preciso começar a se fomenta...r discussões acerca da desmilitarização dos militares ou continuaremos assistindo a barbáries como essas. Difícil inclusive pensar na atuação dos policiais dentro da polícia, pois isto não tem força sem um olhar mais global. Nota-se que os mesmos policiais que ora reivindicam-se como trabalhadores são aqueles que rasgam essa reivindicação pelo simples dever à hirarquia. Penso que o processo de desmilitarizar a PM deve partir dos próprios policiais, aí sim configurando uma subversão positiva dos PM's! O maior arrastão que os policiais poderiam dar no Estado seria agindo como trabalhadores da segurança pública, que se negam a agredir todos e quaisquer trabalhadores. A hierarquia pode até ser um valor importante, mas jamais deveria superar a ética e o respeito à vida.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Resistência e sem açúcar...
Resistência... Resistência... Palavra boa até o momento em que resiste... Diria agradável para quem exige. Não resistir, às vezes, também é forma de resistência. Ter coragem pra sentir e desistir de resistir também é forma de resistência. Se abrir, não ponderar (já ponderando) e simplesmente fazer o que deve ser feito é uma expressão concreta da resistência cotidiana. Onde quero chegar com isso?
Em parte alguma (parte). Não precisei chegar. Não necessitei sequer de uma explicação. Dispensaram-me as notas de rodapé. Aliviaram minhas justificativas para simplesmente religar os fios, como se eles nunca tivessem se partido. E não. Nunca mesmo. Eles apenas, por diversos momentos, não resistiram. Ou se guardaram para voltar a persistir. Sim, onde mesmo quero chegar com isso?
Em algum lugar (algum). No local em que a saudade mora. No canto onde a saudade lateja e me faz gritar com sorrisos amorosos ao dizer: eu não resisto a vocês!
De fato, não resisto e só por isso sou assim. Somos assim, né?
Para minhas irresistíveis, Mariana Guanabara e Eudenia Magalhães, aquelas que voltam sem sequer ter ido. Fazem falta até quando sempre estão. Comigo. Juntos. São goles. São abraços. São risos. São afagos. São laços. São fortes. São bravas - e brabas -. São aquelas as quais todo poema se rende e toda prosa se enquadra, de modo a fazer chover avião na Zona Rural de Acopiara.
Obrigado pela(s) noite(s) e pela vontade incessante de me fazer acordar cedinho com cheiro de "café, café, café, café...", com cheiro de bom dia...
Em parte alguma (parte). Não precisei chegar. Não necessitei sequer de uma explicação. Dispensaram-me as notas de rodapé. Aliviaram minhas justificativas para simplesmente religar os fios, como se eles nunca tivessem se partido. E não. Nunca mesmo. Eles apenas, por diversos momentos, não resistiram. Ou se guardaram para voltar a persistir. Sim, onde mesmo quero chegar com isso?
Em algum lugar (algum). No local em que a saudade mora. No canto onde a saudade lateja e me faz gritar com sorrisos amorosos ao dizer: eu não resisto a vocês!
De fato, não resisto e só por isso sou assim. Somos assim, né?
Para minhas irresistíveis, Mariana Guanabara e Eudenia Magalhães, aquelas que voltam sem sequer ter ido. Fazem falta até quando sempre estão. Comigo. Juntos. São goles. São abraços. São risos. São afagos. São laços. São fortes. São bravas - e brabas -. São aquelas as quais todo poema se rende e toda prosa se enquadra, de modo a fazer chover avião na Zona Rural de Acopiara.
Obrigado pela(s) noite(s) e pela vontade incessante de me fazer acordar cedinho com cheiro de "café, café, café, café...", com cheiro de bom dia...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
1ª reunião para a criação do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará - 17/01/2012 - UFC.
Iniciou-se a reunião comentando acerca da ideia que vem sendo amadurecida fortemente desde o último ENCISO. Foi discutido e concordado que seria mais viável a criação de um Sindicato do que uma Associação, tendo em vista que esta é uma demanda histórica da categoria e contemplaria uma gama maior de profissionais da Sociologia, além de possuir um forte caráter político e que beneficiaria, em tese, até os que não fossem associados. Então, demarcou-se uma comissão formada pelos professores Estevão, Nágila e Wellington.
O fato é que consideramos necessária a aglomeração do maior número de pessoas o possível e que abranja o máximo de funções destes profissionais, indo além dos que estão contidos nos setores acadêmicos e de pesquisa. Portanto, é preciso buscar os sociólogos que atuam em diversas frentes, como os que estão no Poder Público, em ONG's e até mesmo no setor privado. O que se constata nesse tipo de leitura é que é preciso imprimir, de fato, uma identidade de sociólogo, algo que não se vê atualmente.
Também consideramos que os procedimentos burocráticos para a criação de nosso Sindicato não são tão complexos, mas que nosso maior desafio é a mobilização da categoria, que segue dispersa. Foi feito um breve repasse histórico desta demanda que existe no Ceará desde meados da década de 1970. O fato é que mesmo com a lei que regulamenta a profissão, sempre se preocupou apenas com a academia.
Acreditamos que a sindicalização serviria para atrair mais profissionais, além de organizar melhor a categoria, trazer lutas pelo reconhecimento profissional, pela melhoria dos currículos, pela defesa e o fortalecimento da Sociologia no Ensino Médio dentre outros fatores. Portanto, constatamos que sempre militamos em diversas frentes, menos na de nossa própria categoria. Agora é a vez de lutarmos por um Sindicato forte, que traga elementos importantes como a unicidade e a estadualização.
A questão da licenciatura também entrou em pauta. Não se sabe ainda (ficou-se de averiguar) se os profissionais apenas licenciados poderiam participar legalmente do Sindicato. Todavia, esses meandros jurídicos podem até ser impeditivos para o registro legal dos professores de Sociologia, mas certamente não impedirão que lutemos para que a categoria atue como uma força só, englobando bacharéis e licenciados.
O que posso concluir desta reunião é que o momento mais propício para a criação deste Sindicato é o que vivemos agora. Nota-se fortemente as mudanças na sociedade que estão permitindo um certo reconhecimento da profissão, até como um movimento de defesa de mercado profissional. Logo, é preciso convocar a categoria como um todo (englobando inclusive o máximo de colegas do interior) para mobilizar a fomentação de nosso Sindicato.
Finalizando esta reunião foram definidos os seguintes encaminhamentos:
1) A criação de cinco comissões (a princípio e aberta para interessados): Documentação e Memória (Adelita, Auxiliadora, Neuma, Laís e Marcos Paulo), Mobilização e Comunicação (Pedro, Wellington, Nágila, Edson e Róbson), Organização e Finanças (Márcio Renato e Nágila) e Jurídica (Joanns e Estevão). As comissão supracitadas já devem iniciar seus trabalhar a fim de garantir a execução da proposta do encaminhamento seguinte.
2) No dia 06 de fevereiro de 2012 às 18h30 no Auditório Luiz de Gonzaga do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará ocorrerá uma reunião ampla da categoria discutindo pontos importantes para a criação do Sindicato, como a reconstrução histórica dessa luta, os repasses das comissões formadas neste momento e a constituição do Sindicato, dentre outros pontos.
É preciso que a partir de agora todos nós começarmos a mobilizar a categoria para que no dia 06 consigamos um auditório lotado. É necessário expandir os horizontes vislumbrados nessa primeira reunião para o maior número de frentes e locais possíveis. A partir do potencial criativo e da disposição de todos nós será possível garantir que o Sindicato finalmente seja constituído.
Abraços a todos e a todas,
Márcio Renato Teixeira Benevides
Sociólogo
O fato é que consideramos necessária a aglomeração do maior número de pessoas o possível e que abranja o máximo de funções destes profissionais, indo além dos que estão contidos nos setores acadêmicos e de pesquisa. Portanto, é preciso buscar os sociólogos que atuam em diversas frentes, como os que estão no Poder Público, em ONG's e até mesmo no setor privado. O que se constata nesse tipo de leitura é que é preciso imprimir, de fato, uma identidade de sociólogo, algo que não se vê atualmente.
Também consideramos que os procedimentos burocráticos para a criação de nosso Sindicato não são tão complexos, mas que nosso maior desafio é a mobilização da categoria, que segue dispersa. Foi feito um breve repasse histórico desta demanda que existe no Ceará desde meados da década de 1970. O fato é que mesmo com a lei que regulamenta a profissão, sempre se preocupou apenas com a academia.
Acreditamos que a sindicalização serviria para atrair mais profissionais, além de organizar melhor a categoria, trazer lutas pelo reconhecimento profissional, pela melhoria dos currículos, pela defesa e o fortalecimento da Sociologia no Ensino Médio dentre outros fatores. Portanto, constatamos que sempre militamos em diversas frentes, menos na de nossa própria categoria. Agora é a vez de lutarmos por um Sindicato forte, que traga elementos importantes como a unicidade e a estadualização.
A questão da licenciatura também entrou em pauta. Não se sabe ainda (ficou-se de averiguar) se os profissionais apenas licenciados poderiam participar legalmente do Sindicato. Todavia, esses meandros jurídicos podem até ser impeditivos para o registro legal dos professores de Sociologia, mas certamente não impedirão que lutemos para que a categoria atue como uma força só, englobando bacharéis e licenciados.
O que posso concluir desta reunião é que o momento mais propício para a criação deste Sindicato é o que vivemos agora. Nota-se fortemente as mudanças na sociedade que estão permitindo um certo reconhecimento da profissão, até como um movimento de defesa de mercado profissional. Logo, é preciso convocar a categoria como um todo (englobando inclusive o máximo de colegas do interior) para mobilizar a fomentação de nosso Sindicato.
Finalizando esta reunião foram definidos os seguintes encaminhamentos:
1) A criação de cinco comissões (a princípio e aberta para interessados): Documentação e Memória (Adelita, Auxiliadora, Neuma, Laís e Marcos Paulo), Mobilização e Comunicação (Pedro, Wellington, Nágila, Edson e Róbson), Organização e Finanças (Márcio Renato e Nágila) e Jurídica (Joanns e Estevão). As comissão supracitadas já devem iniciar seus trabalhar a fim de garantir a execução da proposta do encaminhamento seguinte.
2) No dia 06 de fevereiro de 2012 às 18h30 no Auditório Luiz de Gonzaga do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará ocorrerá uma reunião ampla da categoria discutindo pontos importantes para a criação do Sindicato, como a reconstrução histórica dessa luta, os repasses das comissões formadas neste momento e a constituição do Sindicato, dentre outros pontos.
É preciso que a partir de agora todos nós começarmos a mobilizar a categoria para que no dia 06 consigamos um auditório lotado. É necessário expandir os horizontes vislumbrados nessa primeira reunião para o maior número de frentes e locais possíveis. A partir do potencial criativo e da disposição de todos nós será possível garantir que o Sindicato finalmente seja constituído.
Abraços a todos e a todas,
Márcio Renato Teixeira Benevides
Sociólogo
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Falcatruas do sentir...
Silêncio corrupto
Corrói minha voz
Desvia o que penso
Finge e omite o que sinto
Não fiz o que disse
Nem disse, pois não fiz
As palavras se incham
Se prendem na garganta
Sufocam minhas intenções
Queimam meu devir
Uma gastrite causada
De sentidos visados
Por uma atitude ingênua
Da inocente crueldade
Doce amargo sem dó
Azedo ácido penar
Que as horas passem
Sem pudor
Que o dia morra
No amar
E que tudo volte
A ser como antes
Até a próxima vez
Corrói minha voz
Desvia o que penso
Finge e omite o que sinto
Não fiz o que disse
Nem disse, pois não fiz
As palavras se incham
Se prendem na garganta
Sufocam minhas intenções
Queimam meu devir
Uma gastrite causada
De sentidos visados
Por uma atitude ingênua
Da inocente crueldade
Doce amargo sem dó
Azedo ácido penar
Que as horas passem
Sem pudor
Que o dia morra
No amar
E que tudo volte
A ser como antes
Até a próxima vez
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Cá, ponga...
Mar que se quebra no agir
Bate-nos de onda em onda
Sempre antes de desistir
Respiro e chamo: Cá, Ponga...
Bate-nos de onda em onda
Sempre antes de desistir
Respiro e chamo: Cá, Ponga...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Falcatruas do sentir...
Silêncio corrupto
Corrói minha voz
Desvia o que penso
Finge e omite o que sinto
Não fiz o que disse
Nem disse, pois não fiz
As palavras se incham
Se prendem na garganta
Sufocam minhas intenções
Queimam meu devir
Uma gastrite causada
De sentidos visados
Por uma atitude ingênua
Da inocente crueldade
Doce amargo sem dó
Azedo ácido penar
Que as horas passem
Sem pudor
Que o dia morra
No amar
E que tudo volte
A ser como antes
Até a próxima vez
Corrói minha voz
Desvia o que penso
Finge e omite o que sinto
Não fiz o que disse
Nem disse, pois não fiz
As palavras se incham
Se prendem na garganta
Sufocam minhas intenções
Queimam meu devir
Uma gastrite causada
De sentidos visados
Por uma atitude ingênua
Da inocente crueldade
Doce amargo sem dó
Azedo ácido penar
Que as horas passem
Sem pudor
Que o dia morra
No amar
E que tudo volte
A ser como antes
Até a próxima vez
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