quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Reunião da Coordenação - 04/08/2010
O motivo da reunião foi: troca na Coordenação do curso diurno. O Professor Fleming renunciou ao cargo de coordenador após um ano e meio de gestão, ou seja, ainda faltavam seis meses pela frente. O Professor afirmou que estava muito sobrecarregado de atividades, o que lhe desgastava, porém ele não deixará o cargo de Coordenador da Área de Antropologia. Para seu lugar, o Professor Domingos Abreu foi indicado. Para que essa indicação fosse validada, os presentes à reunião votaram seu nome. O Professor Domingos foi eleito em unanimidade entre os presentes. O novo coordenador do Diurno deverá deixar o cargo atual de Vice-Chefe de Departamento, cargo este que ficará temporariamente ocioso, provavelmente sendo substituído pelo professor decano.
Cabe criticar aqui, no sentido de incentivar questionamentos, o modelo democrático de participação dos alunos nesses momentos. Tanto eu como o Chico podemos votar, mas não podemos ser votados. Outro fato, a reunião nos foi comunicada no dia 03/08, mais conhecido como terça e para os íntimos é chamada por “dia anterior”. Portanto, isso dificultou qualquer tipo de diálogo nosso – acredito falar também pelo Chico – com os demais estudantes.
O Professor Domingos afixará seu calendário de atendimento logo em breve na porta da sala da Coordenação. Também ficou acertado que em todas as terças-feiras que antecedem a terça-feira da Reunião de Departamento acontecerão as reuniões com os membros da coordenação. Acredito que esse calendário pré-estabelecido facilitará a integração dos representantes discentes com os estudantes, a fim de transmitir as necessidades dos estudantes, no tocante aos interesses envoltos na alçada da Coordenação do Curso.
Outra coisa importante e que preciso da ajuda de todos. Terça-feira que vem (10/08), nós membros da Coordenação nos reuniremos novamente para discutir a questão das vagas para o Curso de Ciências Sociais para 2011. O fato é que, por conta da novidade no exame de seleção para ingresso, torna-se obrigatório especificar se as vagas são para Licenciatura ou Bacharelado. Detalhe: o MEC exige que no mínimo 50% das vagas sejam obrigatoriamente para licenciatura. Portanto, o papel da gente na terça vai ser decidir se vamos colocar mais que isso ou não, entendem? Fica o questionamento se o nosso Departamento terá estrutura para capacitar 50% dos novos alunos no modo da Licenciatura. VAMOS DISCUTIR?!?!?!?
Espero opiniões de vocês pelo Orkut mesmo, pois não vou ter como me reunir com todos até terça (em cima da hora, né?). Também não tenho como ficar aqui no Orkut vendo os resultados, então segunda-feira eu me comprometo em vir ler tudo o que foi escrito por aqueles que quiseram comentar... Lógico, até porque os que não quiseram, não comentarão... Correto? Jóia!
É isso... depois eu fiz lá mesmo uma ata... ATA, com letras grandes e chatas, sem crítica... Enfim, algo bem oficial. Todos nós assinamos e eu tive que sair correndo com um cigarro na mão, porque minha aula já havia começado.
Grandes abraços em todos, meus queridos... espero que algo bom nasça daqui pra frente!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Menina ira...
Sua mão é fria e toca
Seu toque é denso e fino
Num sono que não transpira
Que ascende de dedo em dedo
Que ira!
Que ira!
Sabemos que é verdade
Desejamos ser mentira
E esses toques?
- Não são seus!
E a claridade?
- Tampouco, é dele!
E o tal sorriso?
- Só são dentes...
Incisos e sem primaveras
Concisos, sem dor da espera
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Deserto...
Com tanta gente há tempo
A tanto tempo daqui
Há muito que ainda tento
Isso sim é deserto
Um lugar onde só há memórias
Onde as frentes nos dão as costas
E buscam ir atrás do "pra frente"
É frio
E é quente
O perdão
Tão pungente
É vida
E é verso
Um poema
Tão disperso
terça-feira, 27 de abril de 2010
Moça heroína...
Nas veias de raiva
Pegue a tangente com o sangue
Cuspa e se jogue no bombear
É só um som
Dependo, eu sei
Latente, entende?
Dá-me uma chance
Pra ter mais e mais
Como um cão faminto
Sem carência de comer
Só quero o teu cheiro na agulha
Furando-me com a ponta do dente
Novamente corre
Oh, é amor e dói
Ah, era dor, mas ama
Uh, é a minha menina
Minha droga da boa
Minha moça heroína
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Poesia do morador...
Professora de minhas noites
Escrava dos teus próprios filhos
Bastardos, mas ainda
Dos que fugiram da seca
E que, por ti, seco ainda são
Madame do vigor
Que pulsa em três cores
Primárias, por que quero
Teu solo não é mais em baixo?
Tuas ruas para onde dão?
Como mover-me então?
Meu motor é o meu temor
O receio dos pedais de terror
Assustam o próprio susto
Ah! Maldita sensação
De fazer-me em sangue
Nos tão ditos tempos líquidos
Sim, é medo!
Tensão por ainda amar-te em meio a tudo
Apesar de tudo
Contudo
Ainda és a minha amada e adotada
Minha acolhida e insólita Fortaleza
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Sem título, mas com nome...
A grande explicação para as coisas inexplicáveis
O grande motivo para as coisas sem motivo
As grandes desculpas para as coisas indesculpáveis
Os grandes toques nas coisas intocáveis
O grande sentido para as coisas desprezíveis
O grande argumento para coisas que não valem a pena comentar
O grande som das coisas inaudíveis
O grande olhar para as coisas imperceptíveis
As grandes palavras para as coisas que não foram ditas
O grande perfume das coisas que fedem
O grande avanço das coisas que pararam
O grande minuto do tempo que passou e persiste
É você
O único motivo para os versos que eram apenas coisas
O único sacrifício que não fere
O único esforço que nem sinto
A única a me ferir com beijos
A única a me fazer feliz por perder
A única que me obriga a ser feliz
Tentamos
Tentemos
E a lógica?
Forjemos
Até que não sejamos mais as únicas barreiras de nossas vidas
Está perto, eu sinto.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Gotas de sangue branco...
Correndo na minha boca
És forte, és ferro...
Queima forte e sem noção
A saliva causa dor
Amargo coração
Um jeito de me cansar
Uma forma de não ir mais
O peso dos olhos
O olhar impressionado
É o sentido da espera
De quem está ao meu lado
Por ela é que ainda aguento
Essa sabor de adormecer
Com a cabeça demais inchada
De tanto pensar em ser
O que já fui
Quem eu serei?
Um pingo de leite
Na boca do filho
Que no peito morreu
E ainda morre