sábado, 28 de março de 2009

Balançar...

A vida é um balanço indeciso entre o sabor e o dissabor. Um pêndulo desvairado e iludido em pairar no centro de seu trajeto. Está fora do alcance e é preciso se conscientizar que outrora fomos o doce e agora somos o amargo.
Diante da fragilidade e da condição de público que somos do nosso próprio espetáculo, resta-nos seguir com o credo do amanhã que fatalmente virá e do passado mais recente que se fora sem despedida. Será que há chances? Ou o melhor é sentar-se e deixar as correntes do balanço nos guiarem até que... Até que... Até que nós saibamos mais se somos ou fomos.
E o vai-e-vem será lúcido, finito e até...

domingo, 22 de março de 2009

Vento quente...

Vento quente no meio do nada
Recolhe-se frio em toda parada
Não deixe que o ritmo fuja
Não exite em ir mais rápido
Seque as gotas de meu suor
Mova meus cabelos secos
Só não diga que não tolera
Pois tudo podia ter sido evitado
Vento quente, se enxerga
Não rivalize com a frieza
Seja sempre tal nó cego
Grosso tanto que reflete
Por favor, vento quente
Repita uma vez mais
Mas não me poupe de chover

sexta-feira, 20 de março de 2009

Atestado...

Esta penumbra urbana
Que aflinge meu "eu mesmo"

Confesso, temo em retornar
Abrir mão dos sonhos
Ou talvez delírios
Foi bom adoecer, sabe?
Senti-me um pouco de tudo
Um pouco livre

Um pouco rico
Um pouco apaixonado
Um pouco cego
Só via flores e eu
No "jardim-que-acordei"
Deus existe
Enquanto eu morro
Pela força ou pela folha
Quiça a boa flor-de-lis...
E como cheira à vida e cravo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Como a brisa...

Sou tudo o que desgarra
Você é a flor que ainda agarra
Por tuas raízes que sempre serão
E eu que não sei que o que piso é chão.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Posso...

Oi!
Pode me falar novamente?
Só um pouco mais devagar
Não consigo ouvir sua voz
Tenta pausadamente
Aos poucos
Força na voz
Para que possa...
Posso...
Não, não posso...
Era só um voz
E não feroz
Que sussurou o que era o nós
Agora
Sós
Posso?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

verbo e reto...

O que você quer que eu diga?
Nada vai bastar
Você sempre vai querer palavras outras
Pra que falar?
Nem vai me ouvir
Pois parece preferir aqueles sons tão vis
Em quem confiar?
Tu sabes onde estou
Mas sempre vai caçar o medo em minha cor
Vai me amar?
Creio que sim
Mas sempre vai temer não ter final feliz
Se atreva a duvidar?
Aí seria o fim
Pois o certo que vejo é que morras por mim
Procurar o ponto?
Não te darei
Pois os versos mais lindos ainda estão por vir

solo...