quinta-feira, 24 de julho de 2008

O passo da moça...

Vai com esse passo pequeno
Pisa com o passo supremo
Mostra pro mundo o mistério
Dos pés que não pisam a sério
Pisa, amor
Nesse mundo que anda chutando tudo
Mostra pra ele o solado
Do salta que anda ao meu lado
Avança amor fazendo do ontem lembrete
Arrasta o chão para trás
Sofrer, prometo não mais
E o resto será só o tapete
Agora é trilha, coração
De um pouco mais de vontade
Do amor que vive em função
De um bocado de eternidade

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Dela...

Meu riso não é
Se não for por ti
Minha alegria não era
Se não foi ao teu lado
Meu corpo não é
Se tu não pegar nele
Nada importa
Se tiver você
Eu te amo
E hoje tive uma idéia
Do que é perder o chão
A vida
A força
A razão
Me agarro a você
Única maneira de viver
Em paz com amor.

Da mulher da minha vida, Talita Brito Fernandes

quarta-feira, 2 de julho de 2008

T...

O trato que a gente tem
É o teto que a vida dá
De tanto que nos fizeram
São traços para se amar
Pois toques em nossos olhos
São tipos de felicidade
Tanto... tanta... tão...
Teriamos tesão até então
Talvez três séculos de prorrogação
Trivial é sobreviver
Manter tanto é tudo
Todos os dias
Mais T
Mais amor
Mais viver
Sua tração me atrai a você

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Quase cinco...

Essas letras vinholadas

Rogam o sol endemoniadas

Roém o véu da madrugada

Que perdura estasiada

Falta pouco pra findar

Fim da noite

Fim do mar

Mar do escuro e cheiro tosco

Peso amargo e meio insoço

Quem sabe fosse mais que um olhar

Ou de mal fosse nos estuprar

Então estupre e deturpe

Pois a alma é vã

E agora o fim da noite

No gemer da alma pagã

Que transforma até o amor

Em ranso choco de irmã

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mulher cartaz...

Mesclas de sorriso
Com dentes de revés
Acena com teu prato
E os dedos sem anéis
Oferecendo o choro
Em troca de dinheiro
Apelando pra fome
Ou prorrogando o enterro
Nem sonha mais
Tampouco volta atrás
Quem vai lá?
Ajudar no movimento
Do risonho rito miserável
Daquela que treme e tilinta
Os ossos da taça plástica
As letras de tinta ilícita

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Vem amor...

Vê que lindo este olhar
Que me bota pra dormir
Ou me acorda no sonhar
Lindas cores em meio branco
Invejando até o mar
Voa amor só para mim
Alegorias do meu céu
Passarinho mais bonito
Tem no bico um doce mel
Vem amor, vem voando
Nas asinhas sopra o vento
Trazendo meu coração
Minha moça, meu acalento

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Reincidência...

Tendo ódio à sua força
Que me fez sentir a culpa
Mesmo se por injúrias
Tua boca infere a repetição
Estas ecoam ao nada
Se dissipam aos meus ouvidos
Nos sibilos do teu reclamar
Dos pesadelos dos anjos caídos
Dera gritos de "ai"
Tudo em nome do pai
Embatesse no homem que nascia
E pela rosa chorou um dia
Hoje, me calo por dentro
Gritando só por crer
Que esta não foi culpa minha
E nem culpa de você
Somos isentos de culpa
Pela pieguice do poder
Aquele deu-me da fruta
Que se morder vou morrer